quarta-feira, 16 de setembro de 2009

desafios.

eu fui desafiado. dormi mal esta noite, embora tenha acordado bem. fiquei lendo no escuro e prejudicando meus olhos, agora sei o motivo de ter acordado com eles ardendo. foi num dia como ontem que fez um novo dia nascer. estou retornando ao centro para melhor observação.

voltei. fui desafiado. estou indo em direção. com um pouco mais de cuidado, sem gerar muitas idéias do que as expectativas poderiam me dizer. espectador que sou, observo, com calma, a lentidão que aprendi com o tempo, ossos e pele cobrindo o agora coração de pedra.

dei um passo, voltei. observo e realmente percebo que fui desafiado. é um medo natural, o momento da cisão. Teseu me abandonou sem um carretel e eu escuto os passos do minotauro. Ele vem, desdenha, sorri macrabamente e se aproxima ao meu chamado.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

às traças.

com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, eu tenho deixado isso aqui vazio demais.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

o bem.

esta paulicéia tem me feito muito bem. embora, assim que cheguei as coisas entraram por um ralo turvo e acabaram saindo num mar de oportunidades e novos conhecimentos. em 6 meses eu alcancei coisas geniais e a estrada não para de apresentar coisas diferentes e desafiadoras todos os dias. saudade de casa sinto. mas, aqui, ei de criar o que prometi a mim mesmo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dói?

Eu lembro quando era menor e meu pai me pedia para fazer coisas simples no dia-a-dia e quando voltava da "missão" ele perguntava docemente: - Dói?

As situações eram assim. : - Bruno, você pode chamar a sua mãe pra mim - que estava no outro andar da casa, por exemplo? A priori, eu reclamava, batia o pé ou dizia que estava ocupado.

Ele repetia o pedido com a voz um pouco mais dura e eu então ia. Quando voltava avisando que a "missão" havia sido cumprida, ele virava sorrindo e perguntava: - Doeu?

Dessas pequenas lembranças fragmentadas que tenho da minha infância ao lado do homem que mais amei e amo, me fortificam hoje.

Fato que eu gostaria que tivéssemos tido mais alguns anos juntos, papos filosóficos, sobre política e economia, literatura, cinema ou apenas jogar conversa fora..

Mas, foi a vontade de Deus que ele fosse cedo, para que eu crescesse rápido e tirasse bons aprendizados de tudo que ele me passou.

14 anos sem você, cara. Não tem sido fácil e nunca vai ser.

sábado, 18 de julho de 2009

an awkward silence.

that is the way it goes.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Você sabe o que Marketing de Guerrilha?

Um novo conceito de divulgação de produtos e serviços adotado por agências, e recebido de portas-abertas pelas empresas, é o Marketing de Guerrilha. Em tempos de crise, com budgets abaixo do preconizado, esta passa a ser uma alternativa que justifica e muito o tão questionado ROI (Return on Investment), retorno esperado pela empresa a partir de um investimento inicial.

A etimologia da expressão vem das táticas militares utilizadas por minorias de resistência revolucionária ante a uma força majoritária, como foi o caso dos guerrilheiros cubanos contra as forças do ditador Fulgêncio Batista, durante quase toda década de 50, no século passado. A guerrilha utilizava-se da inteligência e precisão em seus ataques, contra a hegemonia opressora. Logo, incursões com baixo orçamento, dotadas de perspicácia e organização são o viés do Marketing de Guerrilha.

As ações desenvolvidas são relacionadas com eventos inesperados e inusitados, apropriando-se, em muitas vezes, de artistas que estejam fazendo sucesso no momento, como foi o caso da rede de postos ALE com o grupo porto-alegrense Fresno, que contou com diversos fãs lotando os postos da rede na capital paulista.

Batizada de “Bombar no Posto ALE”, a iniciativa da distribuidora de combustíveis vai passar por quatro capitais durante os meses de junho, julho e agosto. São Paulo, Rio e Belo Horizonte já estão no cronograma. A quarta cidade, que ainda deverá ser decidida, estará entre os 22 estados onde a ALE está presente.

A banda, enquanto faz a divulgação do seu novo CD "Redenção", vai parar para abastecer em alguns dos 1.700 postos da rede, apenas o tempo de encher o tanque, e aproveitar o momento para fazer pop-up shows - shows rápidos e em lugares inusitados - ao lado da bomba, apresentando versões exclusivas de suas canções.

Este tipo de ação é logo sustentada pelas redes sociais que espalham a notícia com texto, fotos e vídeos de fãs que estiveram nos eventos, tornando o acontecimento algo grandioso criado através de um boca-a-boca virtual.

O Marketing de Guerrilha pode ser uma solução inteligente e barata de construir uma marca. No mercado há vagas disponíveis no departamento de Marketing das empresas, sempre buscando profissionais ousados, atualizados e interessados em buscar desafios em situações adversas.

A Catho disponibiliza vagas na área de Marketing, para os interessados.

Ps. tenho escrito conteúdos otimizados para SEO aqui pra empresa. Logo, pretendo publicar alguns destes textos. :)

terça-feira, 14 de julho de 2009

a corrida.

corria pelo quarteirão. virou a esquina em uma velocidade curiosa e trombou na dona que levava o cesto de roupas lavadas. a colisão fez as peças voarem por todas as direções possíveis, embora o menino não mostrou sinal de culpa ou remorso. lá estava de volta ao pique inicial. dobrou na venda da dona Quitéria e atravessou entre as verduras, passando pelo balcão e piscando os olhos enquanto cruzava a saída dos fundos e tomando a dianteira no beco. o dia de sol deixava-o bem em evidência, e sua blusa vermelha não ajudava muito ser furtivo. até porque, por qual motivo corria dessa forma desenfreada e descuidada?

no fim do beco resolveu acelerar mais e já aproveitar a descida que logo se aproximava. ao dar com as fuças na rua, deu um pulo involuntário e passou por cima de um outro guri que já descia embalado com seu carrinho de rolimã azul. ao tocar os pés no solo perdeu um pouco do equilíbrio e tentou se recuperar enquanto esquivava da corrida que acontecia por ali, na "rua de trás".

no meio, entre competidores e espectadores, o piá olhava pra trás com os olhos arregalados esperando que tivesse despistado tudo e a todos, quando percebeu que correr era apenas uma brincadeira de menino e não algo verdadeiramente necessário a sua sobrevivência.